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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Adorai, mas que seja em Espírito e em Verdade

Outro comentário de Oséias

Adorai, mas que seja em Espírito e em Verdade.

"Veio uma mulher de Samaria tirar água" (João 4:7).
Certo Homem de Deus propôs um ato de desagravo, à mulher que veio de Samaria, que ao compreender suas razões, de bom grado acolhi. Isto porque comumente se atribui a esta mulher, pelo fato de ter sido sincera, perjúrios indecentes em sermões espúrios. Um ato de desagravo é tão somente um reparo à ofensa outrora praticada.
E porque devemos reparar a honra desta mulher de Sicar?
O que se destaca é que A Mulher Samaritana, não estava alienada de seu contexto social e cultural, e ao ser argüida sobre sua vida pregressa, não se valeu de máscaras, tão pouco do fermento dos fariseus, mas admitiu, e assim recebeu respostas pelo que procurava. Sim respostas de quem verdadeiramente poderia responder-lhe.
1º Ato de Desagravo: era uma mulher trabalhadora – ninguém ocioso se proporia a buscar água em pleno meio dia. Buscava ainda que inconscientemente, água da fonte, buscou onde se havia de suprir suas necessidades viscerais - a Água da Fonte da Vida Eterna.
2º Ato de Desagravo: era uma mulher que não fazia acepção de pessoas. Não fez distinção entre Samaritanos e Judeus, o oposto, era verdadeiro – e o motivo deste atrito era porque os judeus não aceitavam o casamento misto dos judeus samaritanos. Eles não permitiam que os samaritanos freqüentassem o templo (os impediam de adorar no local que eles próprios afirmavam ser o local da adoração), por isso, estes construíram o seu próprio templo indo mesmo de encontro a Deus. O povo judeu zelava pela “pureza” da raça e não aceitava a ascendência mista dos samaritanos – Porque afirmou este é o poço de “Nosso” Pai Jacó, compreendia o conceito de família e dos vínculos de sua geração.
Em João 4:4, realmente, começa a nossa história ... Jesus decidiu passar e não se desviar da cidade onde viviam aqueles rejeitados pelos judeus. Jesus, sendo Deus, é santo e puro, ao contrário de nós que, muitas vezes, fazemos acepção de pessoas. Os judeus rejeitavam os samaritanos, mas Jesus os amava e queria dar a eles a salvação eterna.
A decisão dEle de parar junto à fonte de Jacó teve como resultado a salvação. Prosseguindo o relato Jesus "cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte" (João 4:6). E ofereceu o que lhe é próprio - esta água oferecida por Jesus à mulher samaritana era um tipo de água que iria saciar, para sempre, a sua sede - a Palavra de Deus que a levaria a ter uma vida eterna no céu.
3º Vendo que se tratava de um Profeta – desejou saber onde adorar (aqui cabe rememorar o conceito do Sábio Senhor que propôs o ato de desagravo – não porque é sábio por si, mas porque se permitiu buscar com simplicidade a revelação sobre a Adoração).
Adoração une dois conceitos - No Novo Testamento, a palavra grega que corresponde a "shakah" é "proskuneo", que significa "beijar (como um cão quando lambe a mão do dono), prostrar-se em reverência ou reverenciar". Já possuiu um cachorro? Os cães desejam o contato físico com os donos. O povo de Deus deve ter uma reação semelhante quando Deus se aproxima de sua alma! O próprio pensamento da presença de Deus deve nos estimular e afetar nossa alma. Devemos ansiar por estar em Sua presença!
Sabemos que as pessoas que não são humildes, ou seja, as pessoas soberbas jamais prosperarão. A mulher samaritana ainda não estava entendendo, mas aceitou a "água viva" oferecida por Jesus dizendo: "... Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la" (João 4:15).
4º Ato de desagravo: Se tornou uma mulher missionária – foi aos seus e disse, encontrei um Profeta de quem se possa provar o Espírito de Deus. E afirmou, a partir desse encontro: Somente Deus é capaz de preencher o vazio que existe em nossa alma. Só Ele pode saciar a nossa sede - tanto a espiritual quanto a material. E, "Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando Ele vier, nos anunciará tudo" (João 4:25),  Jesus lhe respondeu:"Eu o sou, Eu que falo contigo" (João 4:26). Agora, convencida de que estava diante do próprio Deus, ela prontamente foi para a cidade levar as boas-novas. Ela não guardou só para si o que ouvira e aprendera, mas está escrito na Bíblia que ela deixou "o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens: Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Porventura não é este o Cristo?" (João 4:28-29).
Ao ver este maravilhoso exemplo de uma mulher evangelista, ficamos a pensar e chegamos à conclusão que algo muito urgente precisa ser feito por nós. Assim como ela, devemos falar de Cristo e mostrar aos perdidos que "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16).
Responda-me sinceramente: Quantas mensagens evangelísticas eu e você já ouvimos falando do amor de Cristo que veio à terra para morrer no nossa lugar?
Quantas vezes nossa alma se condoeu por almas que estavam e estão indo para o inferno?
Quantas vezes reagimos com o mesmo entusiasmo que a mulher samaritana reagiu indo, imediatamente, falar do Messias às pessoas de sua cidade?
Se amamos ao Senhor temos que gostar de falar aos outros a respeito de Jesus e do Seu amor por todas nós. De tudo que aprendemos sobre esta mulher que morava na cidade de Sicar, em Samaria, um exemplo deve ser seguido: Fale de Cristo a seus filhos, a seus pais, a seus irmãos, a seus amigos que estão, cegamente, caminhando pelo caminho largo onde tudo é "mais fácil", "mais prazeroso", "mais convidativo" mas que os estão levando para um lugar eterno.
Que se registre e se publique os termos da reparação do ato de desagravo da Mulher de Sicar, conhecida e difamada pela Igreja. Como se sabe, o desagravo público é medida que pode ser efetivada em favor de que tenha sido “ofendido no exercício da sua busca pela adoração “em Espírito e em Verdade, ou em razão dela”.
Isto posto, o que se redimensiona pela ação adoradora desta mulher, doravante “justificada” por seu encontro com Jesus – O Messias é que:
"Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o ADOREM em ESPÍRITO e em VERDADE." João 4:24. E O FIM PRINCIPAL DO HOMEM É: Glorificar a DEUS e gozá-lo para sempre. (Romanos 11:36) - Porque Dele e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Aleluia!

ogc

Não Temas...

Comentários de Oséias Castro sobre uma palavra dada

Sou eu, não temais. João 6:20


Não reconhecer Jesus pode ser um grande problema, principalmente se estamos no meio de uma tempestade. Mas quem é Jesus? Ele é igual a Deus? Que evidências existem para provar a sua unidade com o Pai? Essas indagações preencheram o tempo e espaço durante o curso do ministério de Cristo, e em João 5 Jesus, Ele próprio, apresenta suas credenciais: testemunha sua Filiação e Senhorio, toda a afronta sobre sua divindade, começa a afundar no mar da ignorância, com Pedro, em meio suas dúvidas, não obstante as evidências expressas em João 6 - Aqui o Messias começa a demonstrar de modo tangível a Sua divindade, realizando sinais e prodígios, ainda maiores. Continuando a narrativa, (João 6: 1-15) Jesus retém das mãos do menino, pães e peixes e alimenta a multidão, diante dos olhos de todos, se bem que o relato inicial dá indícios de que os discípulos desejavam se livrar deles – Em contrapartida, Jesus retém o “macfish” do menino, e quando não se tinha mais nada, Jesus provê uma refeição para um aglomerado, sentindo fome, com apenas um simples lanche infantil. (Jesus = Jeovah Jireh, Aleluiah!).  Este milagre deu afirmação visual a proclamação verbal de Jesus, entretanto, muitos de seus seguidores, mesmo saciados, não aplicaram a verdade subjacente da mensagem: Jesus é o milagre para nossas vidas. Falhamos, circundados pela incredulidade, e não vemos o óbvio. Eles falharam em ver que Jesus viera para preencher mais do que suas barrigas vazias; Ele veio para encher seus corações vazios. Assim, multiplicando alimentos e acalmando a tempestade Jesus revela a sua "autoridade sobre os elementos físicos da Natureza, mais que isto: revela sua Unidade com o Pai, Jesus recebe em sua existência pela obediência Todo o Poder e Autoridade em nossas vidas. Seu poder é capaz de remover o medo, dúvida, raiva e ansiedade. Seu poder torna uma situação de risco, em tranquilidade para respirar Esperança, Alegria e Paz, entremeios, à fúria com chuvas de dúvida e descrença. Seguiu, deitou-se no travesseirinho, quem sabe, notado pelo expositor bíblico*, esquecido da bolsa de mulher, isto porque no barco de pesca, só podem haver cordas (quem é capaz de saber o que elas trazem consigo, dentro de suas bolsas), acalmou seu juízo, como um colete salva-vidas, indicando que no meio da tormenta, que acima de todas as coisas deve-se guardar os pensamentos que podem nos manter à tona durante as tempestades da vida, se olhamos para Jesus no meio aos nossos tempos turbulentos, é certo que, guardados a nossa Mente - Ele nos salvará. Somente Ele pode nos ajudar a superar as águas intranquilas da vida e acalmar as tempestades, ocasionadas pela rebelião dentro de nós. Ao expor essa narrativa, como exortação para que se guarde o coração (que se reflita sobre as motivações) como um Pai, o experiente expositor bíblico, nos admoesta a abrirmos a Palavra de Deus, hoje, e Olhar para o Messias, que as tempestades que se formam dentro de você, se dissiparão aos pés de Jesus. O que me pode dar Esperança, vive sempre em meus pensamentos – Sim, Jesus pode dar Esperança - lembrando-se de que todas as coisas estão diante do estrado de seus pés. Porque Ele ainda caminha sobre a água, no dia que se chama hoje: “Eu disse essas coisas para você, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis aflições. Mas tenham Paz no Coração; Eu venci o mundo. João 16:33

Oséias Castro

sábado, 14 de novembro de 2015

Em quem confiar?


Não sei, mas talvez o ser humano tenha sido feito pra confiar, pra depender, pra viver junto e pra esperar que todas as coisas vão dar sempre certo.
Se esta possibilidade for verdadeira é por isso que quando alguém diz: “Estarei lá às quatro!” Você realmente espera que esta pessoa esteja. E quando alguém olha nos olhos e diz: ”Na pobreza e na riqueza, na saúde e na doença, até que a morte nos separe!” Você realmente se vê numa cadeira de balanço envelhecendo na varanda ao lado daquela pessoa e espera que ela não troque você por outra. Quando dizem “Vem, pode pular, sou seu pai!” fica difícil de entender porque mais tarde esta mesma pessoa vai embora cuidar de outros filhos que não são dele.
Acho que há um mecanismo interno dentro do homem que se recusa a acreditar que é impossível confiar no homem. Este homem imperfeito, sujo, incapaz e perdido que se afastou do Criador.
Deus nos fez para confiar nele, depender dele e viver junto dele. Cada vez que colocamos qualquer expectativa neste homem corrompido e quebrado temos nosso coração destroçado.
O que fazer? Deixar de viver, de confiar? Não. Colocar o coração no lugar certo, na mão de quem prometeu o Messias e cumpriu cada palavra. Tendo encarnado, vivido e passado por todas as tentações humanas sabe compadecer-se de nós. E vencendo a morte, ressuscitou e assentou-se a direita do Pai. Um Pai feito de amor, que não falha e é Pai por toda a eternidade.

E agora, como se fosse pouco estar advogando a nosso favor, para não nos deixar sós, enviou um amigo, o Espírito Santo, que nos consola, nos instrui. Podemos depender dele inteiramente, confiar que ele está nos preparando para o noivo, para o grande dia em que Ele olhará nos nossos olhos e nos dirá com uma boca de onde jamais saiu mentira: “nada, nem a morte, nem a vida, nem altura, nem profundidade, nem os anjos, nem potestades, nem nossos corpos físicos, nada poderá de você, nunca, jamais!”

Síntique

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Quem nele crer não se apresse!

Is 28:16

Portanto, assim diz o Senhor JEOVÁ: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, uma pedra já provada, pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada; aquele que crer não se apresse

Há uma grande dose de ansiedade na vida da maioria de nós hoje. Ansiedade é o desejo de controlar a situação, seja no presente, ou no futuro.

Somos ansiosos sobre a comida de amanhã. Somos ansiosos sobre as possibilidades de de faltar algo...

Jesus disse que são os gentios (as gentes!) é que se preocupam com isso. Nós temos um Pai que sabe mesmo antes de lhe pedir. Afinal, foi ele que nos fez e conhece nosso funcionamento e as coisas que precisamos para funcionar normalmente.

O texto de Isaias fala de algo que serve de base para as nossas vidas. É aquilo que o Senhor chama Pedra Preciosa de esquina, e diz que ela é bem firme e bem fundada.
Por causa da firmeza dessa Rocha é que não podemos, em hipótese nenhuma, andar apressados, no sentido de ansiosos, nem tentar fugir de qualquer situação da qual não temos controle, pois nosso fundamento está bem firme.
Se o nosso Alicerce está firme, então aquilo que o Pai colocou sobre esse fundamento, nós, Sua Igreja, não seremos abalados.
A nossa confiança Nele não será confundida, nem seremos decepcionados se esperamos unicamente em Suas promessas.

Como disse o salmista, o Senhor é o meu Pastor e não sinto falta de nada. Ou seja, ele me supre completamente.

O Texto Sagrado diz que a nossa vida é vivida em cima da fé de Jesus, que nos foi outorgada pelo Espírito Santo.
Ele é quem nos faz repousar em pastos verdejantes, ainda que estejamos no deserto. Ele é quem refrigera nossa alma, ainda que estejamos no mais escaldante deserto.
Não são as circunstâncias externas que nos trarão paz. É a presença do Pastor dentro de nós que faz a nossa alma descansar.
Temos um lugar de repouso em Cristo, aliás, Ele é o nosso sábado.
Por causa desses pensamentos é que podemos entender que a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um eterno peso de glória.
Somos bem aventurados por ter o Deus que temos, por sermos pastoreados pelo Sumo Pastor, por andar nas Promessas imutáveis de um Deus que não mente.
Não nos apressemos, nem fujamos em busca do pão no Egito. Ele supre as nossas necessidades, as mais simples e as mais importantes, enquanto dormimos!


Que o Senhor nos ajude.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Ser Cristão

Deus me livre “formar opinião” sobre as coisas. Posicionar-me “a favor” ou “contra”, ser “de direita” ou “de esquerda”. Eu fui chamado, como ser humano, para ser cristão. E um dos problemas de hoje parece estar exatamente na questão do “o que é ser cristão”, sendo que temos pessoas que se dizem cristãs tanto de um lado como de outro. Alguns dizem estar lutando por valores, outros por liberdade, outros pela diminuição da desigualdade social. E bom, quem está certo? O discurso bom-moço, politicamente correto, impede o indivíduo de se colocar como “certo”, pois isso significa que o seu opositor estaria “errado”, e isso não pode acontecer. Não se aceita um valor universal chamado “Verdade”. Dizem existir a minha verdade e a sua verdade, elas podem não ser iguais, mas cada uma é certa do seu jeito. Porém, Jesus nunca ensinou isso. Ele foi claro: “Eu sou o Caminho, a Verdade, e a Vida”. Portanto, para todos os efeitos, existe uma só Verdade, e essa é a pessoa de Jesus.

Por isso o descaso com a tão falada “opinião formada”. Não interessa a um cristão ir atrás de diversas fontes, dialogar com diferentes culturas, incentivar movimentos sociais, se a Verdade está toda em um lugar, em uma pessoa só; não interessa ponderar diversos casos, fazer jogo político, brincar com conceitos, o que interessa é o amor, a busca e a propagação da única Verdade. Esse é o dever do cristão. Quando aparece uma questão polêmica, qual deve ser a resposta de um cristão? Deve ser ponderada, bonita e formal, ou deve ser honesta, justa e verdadeira? O discurso de um cristão deve ser complexo e nebuloso ou simples e claro? Pelo fato de que tudo o que existe só existir dentro de Deus, ser cristão, como conduta de vida, abarca todos os aspectos da vida humana, inclusive os mais complicados.

Claro, sabemos bem que a verdade pode acabar por ofender alguém. Ela pode machucar, ferir e até humilhar. É muito provável que você tenha a imagem de um Jesus passivo, conivente, “bonzinho”, na sua cabeça. De um Deus que é “todo amor”. Na realidade nós vemos que não é assim, Deus por ser amor também é justiça. E Jesus não era um hippie, um filósofo gente fina, ele era Deus. Jesus foi duro com os fariseus ao chamá-los de “raça de víboras”. Foi duro com os comerciantes ao chicoteá-los com suas mercadorias pra fora do templo. A verdade muitas vezes não é aquilo que queremos ouvir, mas é sempre o que precisamos ouvir.


Guilherme Nobre Santos

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O Risco de Sermos Amigos

O risco de sermos amigos

"Disse, pois, Tomé, chamado Dídimo, aos condiscípulos: Vamos nós também, para morrermos com ele." (JO 11:16)
"Jesus chorou" (JO 11:35) 

O Capítulo 11 de João retrata uma história envolvente de amizade.
Jesus tinha diversos tipos de relacionamento no seu trabalho:
1 -    com os fariseus havia como que uma constante tensão de provas e testes quanto à lei.
2 - os saduceus tinham uma dificuldade completa de entenderem verdades espirituais fundamentais como a ressurreição.
3 - Com discípulos havia a aplicação constante de usar cada momento de sua vida para ser modelo em algo.

Mas havia um grupo de pessoas que era, de certa forma, especial.
Era a casa de Lázaro.
Isso pode ser demonstrado no anúncio que lhe fizeram quando Lázaro adoeceu: versículo 3 – “aquele que amas adoeceu”
Jesus havia libertado a Maria, e, por causa disso, recebia dessa família uma gratidão muito grande. O que parece é que naquela casa Jesus ia para descansar, para repousar.
Não era um lugar de trabalho, mas de refúgio, de ajuda e apoio.
Os amigos oferecem isso.
Quando ele vai ao Getsêmani orar sente falta de pessoas que o apóiem e clama por isso:

(MT 26:38) "Então lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até a morte; ficai aqui, e velai comigo."
Era um momento no qual Jesus estava exposto a toda sua humanidade e precisava que alguém estivesse junto.

A casa de Lázaro podia oferecer isso, pois não era um lugar de trabalho. Jesus poderia ter chamado Lázaro para ser um dos apóstolos, no entanto parece que ele reserva  a vida de seu amigo como algo íntimo onde ele pudesse repousar.

Chega um dia que vem a notícia triste: – “aquele que amas adoeceu”
Qualquer pessoa está sujeita a receber esse tipo de notícia e pode reagir de diversas formas. Jesus age de maneira estranha para situação:
(JO 11:6) "Ouvindo, pois, que estava enfermo, ficou ainda dois dias no lugar onde estava."
Se estamos falando de amizade, não seria natural que ele partisse logo para a casa de Lázaro?
Mas Jesus deixa que seu amigo morra, (e ouve como que uma reprimenda da parte de sua amiga Marta) para deixar que as pessoas vissem que a amizade era capaz de levantar a Lázaro até do túmulo.

(JO 11:42) "Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isto por causa da multidão que está em redor, para que creiam que tu me enviaste."

(PV 3:32) "Porque o perverso é abominável ao SENHOR, mas com os sinceros ele tem intimidade."
(SL 25:14) "A intimidade do SENHOR é com aqueles que o temem; e ele lhes mostrará a sua aliança."

Jesus escuta a Marta e vê o ambiente de tristeza. Isso faz com que seu coração se perturbe, pois vê que seus amigos sofriam. (versículo 33).
Jesus então pede para ver o lugar onde puseram seu amigo e, ao ver, ele chora.

Mais uma vez a amizade moveu seu coração:
(JO 11:38) "Jesus, pois, movendo-se outra vez muito em si mesmo, veio ao sepulcro; e era uma caverna, e tinha uma pedra posta sobre ela."

Ele ora ao Pai e é atendido no desejo de seu coração, pois também, e principalmente, com o Pai ele tinha amizade e era nessa base que era ouvido.

Essa experiência de doença, fraqueza, luta e morte de amigos é algo que toma um pouco de nossas vidas  cada vez que isso acontece.
Jesus chorou pois era de sua natureza chorar com o que choravam.
Ele tinha um coração amigo, um coração de amizade.

Tomé estava começando a ter o mesmo coração: “Vamos nós também, para morrermos com ele."
Não é interessante que o homem a quem chamamos de incrédulo foi aquele que convidou os outros a ir com Jesus para Betânia passando por Jerusalém, onde havia pouco tentaram prende-lo?

“Vamos nós também, para morrermos com ele."
A igreja é o lugar onde pessoas se oferecem para morrer conosco as nossas mortes.
É o lugar onde não se sofre sozinho. Deus proveu um ambiente de repouso para os nossos corações e esse ambiente é a amizade que deve haver entre os que servem a Deus em gratidão como Marta e Maria serviam a Jesus.

Como precisamos de amigos que vele conosco nos nossos momentos de Getsêmani e que digam: “Vamos nós também, para morrermos com ele."
Os obreiros na igreja não são colegas de profissão são amigos que riem, sofrem, choram e morrem juntos.
Paulo conhecia isso no seu relacionamento com Tito, Timóteo.
(2CO 2:12,12) "Ora, quando cheguei a Trôade para pregar o evangelho de Cristo, e abrindo-se-me uma porta no SENHOR,  não tive descanso no meu espírito, porque não achei ali meu irmão Tito; mas, despedindo-me deles, parti para a Macedônia."
(2CO 7:6) "Mas Deus, que consola os abatidos, nos consolou com a vinda de Tito."
(2CO 8:16) "Mas, graças a Deus, que pôs a mesma solicitude por vós no coração de Tito;"
(TT 1:4) "A Tito, meu verdadeiro filho, segundo a fé comum: Graça, misericórdia, e paz da parte de Deus Pai, e da do Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador."
(FM 1:1) "PAULO, prisioneiro de Jesus Cristo, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, nosso cooperador,"

Havia isso normalmente na igreja:
(FP 2:25 - 27) "Julguei, contudo, necessário mandar-vos Epafrodito, meu irmão e cooperador, e companheiro nos combates, e vosso enviado para prover às minhas necessidades. Porquanto tinha muitas saudades de vós todos, e estava muito angustiado de que tivésseis ouvido que ele estivera doente. E de fato esteve doente, e quase à morte; mas Deus se apiedou dele, e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza."

Precisamos de amigos. Precisamos ser amigos. Os amigos precisam de nós.
Precisamos aprender a falar diante das lutas de nossos irmãos: “Vamos nós também, para morrermos com ele."

Notemos que Tomé se relacionava com Jesus e havia sido chamado para ser discípulo de Jesus, não se melindrou quando alguém trouxe a notícia de que aquele que tu amas está doente, mas fez o convite aos outros.
Não podemos confundir, em hipótese nenhuma, a vontade de Deus para os relacionamentos dentro da igreja.

Existem também em nosso ministério diversos tipos de relacionamentos, mas o que nos sustenta realmente é aquele relacionamento de irmãos que ao ouvirem que o nosso Lázaro está doente, que estamos pesados com alguma situação, dizem:


“Vamos nós também, para morrermos com ele."